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O desejo de escrever um livro de contos não é algo novo, mas sim um desejo antigo. Esse desejo vem desde o ano de 2010 quando comecei a escrever alguns de meus primeiros contos como Bárbara, Santa Felicidade, Coronel Olímpio, Não Sabiam que os Sabiás Sabiam Amar e A Carta. Todos eles são dessa época. Porém o desenvolvimento dos mesmos se deu com o decorrer dos anos com a maturidade e com o apuramento das ideias.
A partir daí me dediquei a desenvolver outros contos baseados, sobretudo, nas histórias que ouvi de parentes e amigos durante minha vida. Aproveitei o que pude para transformar em história. Portanto, nem tudo nesse livro são causos e invencionices, algumas (poucas) coisas realmente ocorreram.
Ao humilde escritor que vos escreve coube apenas o papel de ampliar o espectro da informação. O papel de tentar dar vida ao inanimado e tornar a leitura muito mais atraente e agradável ao leitor. Romantizar o conteúdo. Ao nobre leitor cabe a tarefa de fazer esse filtro entre fato e quimera, entre realidade e fabulação.
Alguns personagens são baseados em pessoas reais. A partir daí, das características próprias dessas pessoas, fui relacionando suas características reais com elementos alegóricos, metafóricos, simbólicos e ficcionais para dar vida a alguns personagens bem interessantes e peculiares.
Prefiro o exagero dos elementos que compõem o caráter distintivo, traços e a individualidade de cada personagem. Sou adepto do pensamento de Walt Disney, segundo o qual todos os personagens de desenho animado e fábulas têm que ser exagerados, caricaturas, pois esta é a principal essência da fantasia e da fábula.
Estendo tal pensamento ao meu estilo literário, pois nunca vi um personagem possuidor de personalidade miúda se destacar.