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DESEQUILÍBRIO - STF, Legislativo e Judiciário é uma obra crítica, profunda e provocativa sobre o momento institucional mais sensível da democracia brasileira desde a Constituição de 1988. Longe de discursos partidários ou análises superficiais, o livro investiga como o rompimento gradual dos limites entre os Poderes da República vem comprometendo a legitimidade democrática, a previsibilidade do Direito e a confiança social nas instituições.
A partir de uma premissa central - o poder não aceita vácuo, ele é ocupado - o autor demonstra como a omissão reiterada do Legislativo, o protagonismo crescente do Judiciário e a atuação estratégica do Executivo produziram um cenário de desequilíbrio estrutural, no qual julgar, legislar e governar passaram a se confundir. O resultado não é eficiência institucional, mas a normalização da exceção, a judicialização da política e o enfraquecimento da democracia representativa.
Com rigor técnico e linguagem acessível, DESEQUILÍBRIO analisa temas centrais do Brasil contemporâneo, como:
a crise da representatividade política;
a expansão do Judiciário para além da função de julgar;
a criação normativa por interpretação;
o uso do Direito como instrumento de barganha institucional;
a polarização política como licença simbólica para o abuso;
a perda de confiança social nas instituições;
e o risco real de consolidação de um estado de exceção informal.
A obra dialoga com grandes nomes da filosofia política e da teoria do Direito, como Platão, Aristóteles, Hobbes, Locke, Montesquieu, Kant, Hegel, Marx, Nietzsche, Hannah Arendt, Foucault, Habermas, Dworkin, Ferrajoli, Waldron e Luhmann, não como ornamento acadêmico, mas como ferramentas vivas de análise do presente. Esses pensadores são colocados à mesa para iluminar uma questão central: quem decide, com que legitimidade e até onde pode decidir.
Sem oferecer soluções fáceis ou respostas confortáveis, o livro propõe caminhos possíveis para a reconstrução do pacto institucional, baseados na redescoberta dos limites, na responsabilização sem vingança, no fortalecimento do Legislativo como eixo democrático e na autocontenção judicial como condição de previsibilidade e liberdade.
DESEQUILÍBRIO é uma leitura indispensável para juristas, estudantes, operadores do Direito, cientistas políticos e leitores interessados em compreender os riscos silenciosos que ameaçam as democracias contemporâneas. Uma obra que sustenta uma advertência clara e atual:
quando os limites deixam de incomodar, a democracia continua de pé - mas já começou a perder voz.